Feliz Natal, Rumo ao Jubileu de Ouro!

Nem sempre em vista da celebração da Encarnação do Verbo de Deus, mas, muitas vezes, apenas em vista do comércio, induzindo-nos a festejar um evento sem o principal motivo do evento: Jesus de Nazaré.
MANJEDOURA

Por toda parte vemos presentes os preparativos para o Natal. Nem sempre em vista da celebração da Encarnação do Verbo de Deus, mas, muitas vezes, apenas em vista do comércio e do consumo, induzindo-nos a festejar um evento sem o principal motivo do evento: Jesus de Nazaré.

Enquanto nos preparamos para festejar a primeira vinda de Jesus no meio de nós, a liturgia nos faz olhar além, para a Sua segunda vinda quando, como recitamos no credo aos domingos, “há de vir para julgar os vivos e os mortos”. Jesus veio uma primeira vez e deve vir ainda uma segunda vez. Entre a primeira e a segunda vinda de Jesus, há uma “vinda intermediária”: Jesus vem através da Sua Igreja, nos sacramentos, em toda pessoa que o acolhe, crendo na Sua Palavra.

“Se alguém me ama, observará a minha Palavra e o meu Pai o amará e nós viremos a ele e viveremos nele” (Jo 14,23), e também: “Onde há dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles” (Mt. 18,20) e depois: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56).

De nossa parte é necessário que o acolhamos com uma conversão sincera. Ele vem para nos salvar, mas não nos imporá a Sua salvação, que não se realizará em nós de modo automático, se não o acolhermos livremente na fé, na esperança e na caridade. “Aquele que te criou sem a tua participação, não te salvará sem ti” (Santo Agostinho).

Pensar que Deus nos salvará prescindindo da nossa resposta e da nossa liberdade contradiz, isto é, torna sem significado toda a história da salvação. De fato, se Deus quisesse nos salvar sem nos interpelar, não haveria falado a Abrão, a Moisés, ao povo de Israel, não haveria mandado os profetas e, sobretudo, não teria pedido para que Maria ampliasse os seus planos para que Ele neles interferisse com o Seu Plano. Não teria mandado o Seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz por nós.

Que ao celebrar o Natal do Senhor, que toda má vontade seja banida de nosso meio; que toda desesperança seja vencida, que todos os montes intransponíveis da desunião e do egoísmo sejam aplainados! “Todo homem verá a salvação de Deus”! (Lc 3,4c-6) – nós veremos a salvação que vem de Deus exercitando-nos na escuta mais assídua da Sua Palavra, na leitura orante da bíblia, na oração mais intensa, com Maria, na celebração da Liturgia das Horas e com a força da Eucaristia!

A festa da nossa Padroeira, Santa Luzia, neste ano de 2017 tem um sabor todo especial. Trata-se do primeiro ano do tríduo anual preparativo para o jubileu de ouro, em 2019. Desde já quero, em nome de toda a comunidade paroquial, agradecer ao Senhor, que é bom para conosco, como também a cada um e cada uma, no passado e no presente, por fazerem parte desses 50 anos de história, lutas, quedas, vitórias, sonhos e construção do Reino de Deus no território de Santa Luzia. Deus seja louvado! Que nesse tríduo anual, mas desde já e até o jubileu, possamos ver a salvação entre nós, quando cada um tomar consciência da força interior para lutar contra os nossos defeitos, que impedem que sejamos livres, salvos e que salvemos o próximo! Veremos a salvação na caridade operosa aos mais necessitados, nesses 50 anos.

Então, acolhamos “desarmados” ao Senhor que vem e vejamos, assim, toda a Sua salvação presente em nossa história.

Desejo a todos e todas um santo Natal e um ano novo cheio de boas obras, rumo à celebração dos cinquenta anos de nossa paróquia de Santa Luzia, com o coração agradecido por tantos colaboradores, parceiros, missionários e missionárias.