Francisco: Pontificado do testemunho

Os gestos de solidariedade de Francisco revelam sua fé em Jesus Cristo e sua missão de discípulo Dele.
pope-francis

Em 13 de março de 2013, todo o mundo católico foi surpreendido pela eleição do cardeal argentino Jorge Mário Bergoglio, que quis se chamar Francisco. Nesses últimos quatro anos, Francisco tem conduzido o seu pontificado sustentado em linhas de pensamento fundamentadas e transmitidas com coerência e, ao mesmo tempo, com leveza e alegria, com enfoque no empenho evangelizador, conclamando toda a Igreja. Assim como Francisco costuma fazer em suas homilias (apontando três ideias centrais), três palavras podem sintetizar o pontificado de Francisco e, ao mesmo tempo, constituir um legado seu para a história, a saber: dignidade, misericórdia e alegria.

Francisco retrata com sua linguagem e, sobretudo, com suas atitudes, que a dignidade do ser humano é prioritária na Igreja, os exemplos são os mais variados, como se pode ver e ler através dos meios de comunicação, que divulgam o Papa que, a cada dia nos revela de maneira muito simples a opção primordial que ele faz de priorizar a dignidade humana, expressando-se abertamente contrário a tantas medidas que parecem caminhar em sentido oposto ao da vida e da dignidade humana. Uma renovação na Igreja se faz também, na medida em que esta se encarna nas “limitações humanas”.

Os gestos de solidariedade de Francisco revelam sua fé em Jesus Cristo e sua missão de discípulo Dele. E, como no coração do Evangelho reside a misericórdia de Deus, as palavras de Francisco não podem ser outras senão “a misericórdia de Deus não é uma ideia abstrata, mas uma realidade concreta” (MV nº6). A misericórdia leva antes de tudo, aos pobres. O Evangelho ensina a superar a indiferença e a colocar a Igreja em sintonia e solidariedade com os pobres. “Sem os pobres, o anúncio do evangelho, que é razão de ser da Igreja, corre o risco de ser compreendido ou de perder-se no excesso de palavras” (EG 199).

A alegria entendida por Francisco está em continuidade com a prioridade da dignidade humana e a centralidade da misericórdia de Deus. A Igreja que o Papa Francisco deseja é uma Igreja “de rosto alegre”, que pratica a misericórdia. Uma Igreja audaz em anunciar que “da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído”. Anunciar que mesmo num mundo marcado pela injustiça, desigualdade e tristeza, Deus “permite-nos levantar a cabeça e recomeçar, com uma ternura que nunca nos desfralda e sempre nos pode restituir a alegria” (EG nº3).

O papa Francisco nos últimos quatro anos vem motivando na Igreja, nos seus membros, mas muitas pessoas, ainda que não cristãs e católicas, a convicção de que pertencer a Cristo é fonte da verdadeira alegria! É Ele quem nos impulsiona a um novo olhar sobre as realidades que nos cercam, e a modificá-las.

Danilo Germano
Comunicação CMSIA
Bauru SP.