Papa Francisco confirma sua viagem ao Egito após atentado do ISIS contra cristãos

Os superiores divulgaram esta informação depois que ontem, Domingo de Ramos, o Estado Islâmico perpetrou dois ataques contra cristãos no Egito.
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Os superiores gerais franciscanos, que foram recebidos na manhã de hoje pelo Papa Francisco no Vaticano, assinalaram que o Santo Padre confirmou “com grande firmeza” a sua viagem ao Egito, a ser realizada em 28 e 29 de abril.

Os superiores divulgaram esta informação depois que ontem, Domingo de Ramos, o Estado Islâmico perpetrou dois ataques contra cristãos no Egito, provocando a morte de cerca de 44 pessoas.

Pe. Marco Tasca, Ministro Geral da Ordem Franciscana dos Frades Menores Conventuais, disse à Rádio Vaticano que “o Papa está bem informado e confirmou com grande firmeza a sua viagem ao Egito”.

O Santo Padre, continuou o Pe. Tasca, “falou sobre o falecimento do Cardeal Koch para preparar um pouco o terreno e os discursos que serão realizados. Então, o Papa não se fechou ante o que aconteceu, mas com grande firmeza e convicção parte ao Egito para confirmar e ajudar no diálogo e na comunhão da vida cristã”.

Por sua parte, o Pe. Michael Perry, Ministro Geral da Ordem Franciscana dos Frades Menores, explicou que o encontro com o Pontífice durou “mais ou menos 35 minutos. Conversamos sobre a sua visita ao Egito e do fato de que em breve comemoraremos os 800 anos da visita de São Francisco à Damietta (Egito), onde se encontrou com o sultão Malik al-Kamil, como um passo para o diálogo com os muçulmanos”.

“Também conversamos sobre Aleppo: fiz uma visita à Síria e voltei há dois dias. Estive em Aleppo, Damasco e Latakia, onde encontrei os frades menores lá com os cristãos. Todos queriam agradecer ao Papa Francisco pela sua atenção à situação de crise e também pelo dinheiro que enviou recentemente”.

Em março, o Santo Padre enviou 100 mil dólares para Aleppo, a fim de ajudar os mais afetados pela guerra nessa cidade síria.

“Pediu-nos sempre apoiar através da oração a todos por estas situações devastadoras”, acrescentou.